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Academia de Basquetebol

Entrevista a Carlos Costa

O primeiro atleta da ATC a chegar à principal divisão do basquetebol nacional

10 de maio de 2012
Conhecido por todos por CC, Carlos Costa iniciou a prática do basquetebol na ATC. A sua primeira inscrição data da época de 2000/2001 como Mini 8, na altura, fazendo parte da primeira equipa da ATC. Entretanto, passou pelo VSC Guimarães onde jogou no escalão de Sub 14 e Sub 16, tendo voltado à ATC para jogar duas épocas como Sub 18. Neste momento, apesar de ainda pertencer ao escalão de Sub 20, joga, em representação do VSC Guimarães (VSC), na Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB), principal divisão do Basquetebol Português.
Para sabermos um pouco mais sobre o que tem feito o CC ao longo destes anos e pedirmos igualmente alguns conselhos para os que agora iniciam a prática do basquetebol, fomos ao seu encontro colocando-lhe algumas questões que a seguir transcrevemos.

1.   CC, quando em 2000 começaste a jogar Minibasquete sonhavas que um dia poderias chegar ao nível actual?
Sempre sonhei em chegar ao mais alto nível, sempre quis ser sénior e treinar e jogar a nível profissional, nunca quis fazer do Basket um passatempo e acho que isso foi importante.

2.   Conta-nos um pouco do teu trajecto no basquetebol, desde os primeiros treinos (se ainda te lembras) até à presente época?
Já são uns aninhos desde os primeiros treinos, mas inscrevi-me no basquetebol porque gostava do que via na televisão. Então, surgiu a oportunidade de jogar num clube de Basket em Joane e fui. Gostei bastante desses tempos, eramos todos novos e evoluíamos todos juntos praticamente. Mais para a frente, subi para os iniciados ainda com uns dois anos por jogar de Minibasket e começou a ficar mais sério. No fim desses 2 anos de “mini” integrei num campo de treino em Ribadeo (Espanha), para melhorar o meu jogo e conhecer o basquetebol do país vizinho.

Sinceramente, acho que todos os jovens que pretendem ser atletas profissionais têm de passar por campos de treino no verão, é essencial para melhorar em todos os aspectos e melhorar os nossos pontos fracos e aprender coisas novas. Pronto, depois entrei na minha idade de sub 14 e decidi seguir os caminhos de Guimarães. Estive lá 4 anos (até sub 16 de ultimo ano) e claro, lá havia mais competitividade e exigia muito dos jogadores, e como eu era de fora e tinha um horário apertado com aulas e treinos, não conseguia ter o rendimento que queria. Para o escalão de sub 18 resolvi regressar à ATC, ganhei confiança, tive outra vez oportunidade de trabalhar com o treinador Adriano que me fez melhorar individualmente, fizemos épocas muito boas e só posso estar orgulhoso do que conseguimos em sub 18. Contudo, no último jogo da época contra a equipa do Salesianos, lesionei-me no pulso esquerdo o que me fez andar de gesso 1 mês e parar mais alguns meses com o Basket.

Esta lesão afectou imenso o meu rendimento. Mas, quando tive “alta” para começar a jogar, tive o torneio 24h que a minha equipa teve a felicidade de ganhar e, já agora, também aconselho a toda gente, que jogue Basket, que participem em torneios e actividades no verão porque são muitos dias sem treinos e não convém nada ficar parado! Depois entrei na equipa de Sub 20 do VSC. O primeiro ano não foi muito bom porque não estava bem recuperado nem tinha ritmo de jogo. Neste 2º ano de sub 20, com uma equipa jovem, está tudo a correr bem. Em Dezembro de 2011 fui chamado a integrar a equipa sénior do VSC que compete na LPB, principal Liga do basquetebol nacional.

3.   Como é que foi a tua adaptação ao jogo dos seniores?  
No início não foi fácil. A formação em Portugal não permite a quase ninguém a possibilidade de sair dos juniores com “trabalho” para conseguir entrar nos seniores e ser uma opção imediata, e, quando digo trabalho quero dizer talento, mas não há talento sem trabalho! Por isso, estive mal, a minha confiança desceu, parece que reaprendi tudo de novo, recebi correcções desde o lançamento ao posicionamento táctico. Mas agora estou melhor, também já me ambientei, tive trabalho extra, recorri ao ginásio da ATC (FIT CLUB), para melhorar na questão de peso, pois a este nível o peso aumenta imenso assim como a altura.

4.   Apesar da época ainda não ter terminado, que balanço fazes deste ano?
Este ano começou mal, pois a equipa de juniores ficou desfalcada com atletas a preferirem estudos, dado não conseguirem conciliar, mas, eu dei sempre o que podia a essa equipa… e até fiz posições que não são as minhas, prejudicando a minha maneira de jogar e os meus pontos fortes… Mas, mesmo não tendo alcançado os objectivos, a equipa evoluiu e está bem melhor apresentando garantias futuras. Em sénior também comecei mal. Como já disse, tinha muita coisa a trabalhar mas, finalmente, estou a jogar a um bom nível. Tudo com muito trabalho.

5.   Gostavas de continuar a jogar na Liga na próxima época? Se não for possível, onde gostarias de jogar?
Gostava de jogar na Liga, claro. Mas estar na Liga e jogar na liga são duas coisas bem diferentes, e eu gostava de ter uma equipa onde pudesse jogar, ter minutos de jogo e melhorar sempre. Se não for possível, opto por divisões inferiores, às vezes mais vale dar um passo atrás para dar dois à frente! É nisso que vou estar focado se tiver que jogar na Proliga ou CNB. Para jogar e ter bons minutos na Liga, tem de se ser muito bom, e eu ainda tenho de chegar a esse muito bom.

6.   O que é que consideras mais importante o talento individual ou o trabalho nos treinos e jogos?
Sou da opinião que todos têm pontos fortes, mas sem trabalho ninguém consegue chegar lá. Os grandes jogadores tiveram todos de passar por várias horas de treino intensivo no ginásio e no pavilhão. Por isso, digo que: Tem talento e usa o seu talento quem realmente quer! Dou muita importância ao trabalho, porque o talento vem depois!

7.   E o que é mais importante para ti, defender ou atacar?
Não sou conhecido por defender muito bem, mas sei que o mais importante é defender. Tive um treinador em sub 14, “Dokas”, dava-nos ânimo para defender e basicamente o nosso jogo nessa altura passava pela defesa, porque defendíamos muito bem e os contra ataques eram muitos e com isso fizemos grande prestação no campeonato nacional. O treinador dava-nos sempre o exemplo da seleção angolana que não tinha estrelas mas ia aos “Mundiais” de Basket e Portugal não ia, porque lá eles sabiam defender e pareciam “carraças”.

8.   Qual é a posição que mais gostas de fazer dentro do campo?
    Das 3 posições (base, extremo, poste) eu já fiz todas, não me importo de fazer ocasionalmente posições fora do meu tipo de jogo, mas onde eu gosto de jogar é a base, sendo o meu tipo de jogo mais vantajoso. O problema é que a minha altura, nas equipas por onde passei, não me ajuda porque existiam sempre jogadores mais baixos da mesma posição que me empurravam para outras posições para podermos jogar todos.

9.   Qual é teu jogador preferido?
Não consigo escolher só um.
Estrangeiros: Tracy McGrady, Wade, Derrick Rose, John Wall e Navarro.
Portugueses: Sérgio Ramos, Betinho, Evans.

10. Que conselhos podes dar aos jovens que sonham jogar basquetebol ao mais alto nível?
Que nunca desistam de jogar e treinar basquetebol. É um desporto inteligente, mas muito físico e que exige muito dos atletas. Exige muito esforço e dedicação, trabalho complementar. Procurem melhorar onde são mais fracos, tentem ser o mais completo possível e vejam jogos da Liga (vão aos pavilhões), vejam na televisão jogos da ACB e das Ligas europeias, vejam europeus e mundiais porque o basquetebol que se joga em Portugal é esse com muita defesa… Preparem a época no Verão, participando em campos de treino e torneios, sempre com o pensamento de melhorar, pois assim é meio caminho para chegar ao topo.

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