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Guia do Caminho de Roma


A Via Francigena é o nome comum de uma antiga estrada percorrida na Idade Média pelos peregrinos da França para Roma. Nos últimos anos, começou a despertar de novo o interesse de um grande número de pessoas em toda a Europa.

A Via Francígena era uma importante estrada percorrida, no passado, por milhares de peregrinos. Era parte de um conjunto de ruas que levavam da Europa central, especialmente da França mas também da Suiça, para Roma e, mesmo por isso, a estrada começou a ser chamada, já na época antiga, de Francígena, ou seja, proveniente da “terra dos Francos”.

A peregrinação na Idade Média era pra percorrer principalmente a pé (por motivos de penitência), com uma distância de 20-25 km por dia, e levava consigo um fundamental aspecto devocional: a peregrinação aos lugares sagrados da religião cristã. É noto como três foram os polos de atração para esta humanidade viajante: antes de tudo Roma, lugar do martírio de São Pedro e São Paulo; Santiago de Compostela, onde o apóstolo São Tiago tinha escolhido descansar em paz e, claro, Jerusalém, na Terra Santa. O peregrino não viajava sozinho, mas em um grupo, e levava as insígnias da peregrinação: a concha para Santiago de Compostela, a cruz para Jerusalém, a chave para São Pedro em Roma.

Por isso, a Itália era constantemente cruzada por peregrinos de toda a Europa. Muitos paravam em Roma, outros desciam ao longo da península até o porto de Brindisi e de lá se embarcavam para a Terra Santa. Uma etapa importante antes de chegar a Brindisi era o Santuário de São Miguel Arcanjo, no Monte Sant’Angelo, Gargano, na província de Foggia.

De acordo com o itinerário primitivo, da França entrava-se no território italiano pelo Vale de Susa, através do Colle del Mocenisio (Turim): ainda hoje se podem encontrar, no nosso território, as memórias desta passagem que tem profundamente estruturado as formas de estabelecimento e as tradições dos locais atravessados. Uma passagem contínua que permitiu às várias culturas europeias comunicar e entrar em contato, forjando a base da vida cultural, artística, econômica e política da Europa moderna. Desta forma, esta importante rota de peregrinação representou a união e a comunicação entre as diferentes culturas dos vários países da Europa.

Desde 1994, a Via Francígena foi declarada Itinerário Cultural do Conselho da Europa assumindo, junto como o Caminho de Santiago de Compostela, uma dignidade supra-nacional.

Hoje somos capazes de reconstruir esta rota, graças a um documento que nos deixou o Sigérico, arcebispo de Canterbury, o centro da Igreja Católica na Inglaterra, que em 994 d.C. escreveu, voltando de Roma para sua diocese, o diário das 79 etapas alcançadas durante a viagem. Mas a descrição do percurso é muito precisa apenas para o que diz respeito aos pontos de paragem. Ele levou 79 dias para percorrer, principalmente a pé, os 1.600 quilômetros do caminho: a distância média da viagem percorrida foi, então, cerca de 20 km por dia.



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