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História

A Associação Teatro Construção (ATC) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S.), com sede na Rua Dr. Agostinho Fernandes, n.º 113, na vila de Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão.

Foi constituída por escritura Notarial em 18 de Maio de 1977, embora com um atraso de 2 anos e declarada como Instituição de Utilidade Pública em Conselho de Ministros, decisão publicada no Diário da República II série, n.º 85 de 13/04/82.

A Associação Teatro Construção (ATC) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S.), com sede na Rua Dr. Agostinho Fernandes, n.º 113, na vila de Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão.

A Associação Teatro Construção é hoje, o resultado da conjugação de esforços, de investimentos pessoais e da experiência acumulada de todos aqueles que estiveram na sua origem e na sua consolidação.


Compreender este projecto cultural, social e desportivo, numa realidade geográfica e social sempre tão distante das ofertas culturais dos grandes centros urbanos, implicará necessariamente uma análise do seu processo evolutivo, o qual poderá ser sintetizado da seguinte forma:

  • 1972 – 1974 – um grupo de jovens, na sua maioria oriundos da Juventude Operária Católica, esboça os primeiros traços de um projecto teatral que passou a designar-se "Teatro Construção";
     
  • 1975 – são encenadas e estreadas três peças para adultos: "A Grande Estátua", "Operário em Construção" e “O Homem Máquina”;
     
  • 1976 – paralelamente à encenação e estreia de três novas peças para adultos, arrancam com um projecto de teatro para a infância com a peça “Gota de Mel”, de Léon Chancerel. O Teatro para a Infância acabaria por obter um estatuto mais sólido e autónomo dentro daquele grupo de teatro amador, caminhando, cada vez mais, para uma via profissionalizante.
     
  • 1977 – apesar do ambiente "hostil" inicial – profundamente católico, conservador e avesso à difusão de valores culturais e outros que pudessem ser transmitidos através do teatro – o Teatro Construção consegue impor-se através da encenação contínua de novas peças. É então, nesta altura, que se procede à constituição formal e legal do grupo de teatro, que passa a designar-se "Associação Teatro Construção".
     
  • Foi, também, neste ano que o Teatro Construção passou a ter, na Vila de Joane, um espaço próprio para a dinamização cultural.
     
  • 1980 - ano em que a ATC alargou a sua intervenção ao apoio social a crianças, através da criação de um Jardim de Infância, resposta até então inexistente na freguesia de Joane, que permitiu estabelecer a primeira parceria nesta área, com a Junta de Freguesia, o inicio desta nova actividade deu-se em instalações provisórias.
     
  • 1982 – a Associação Teatro Construção, através de protocolos com as Câmaras Municipais do Vale do Ave (na sua maioria) e do Vale do Sousa, passou a fazer teatro diariamente, em regime profissional, para as crianças o 1º. ciclo do ensino básico. Este projecto de teatro itenerante para a infância mantém-se até aos dias de hoje, assistindo-se à renovação consecutiva dos protocolos que estiveram na sua origem;
     
  • 1983 - através de escritura pública, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão cede a Casa de Telhado à ATC, para que esta possa construir uma Creche, restaurar o Jardim de Infância, construir um espaço de Actividade de Tempos Livres (ATL) e um Centro de Dia para Idosos.
     
  • 1985 - Alteração parcial aos Estatutos da Associação, mediante a qual se alarga o âmbito de actuação da Associação. Assim, aos objectivos culturais, recreativos e desportivos junta-se mais um: o social, iniciados, na prática, no ano de 1980;
     
  • 1988 - foram, então, inaugurados a Creche e o Jardim de Infância. Com novos espaços e com renovadas estruturas físicas, tornou-se possível aumentar significativamente a resposta a um maior número de crianças e jovens. Com a renovação da Casa de Telhado, o número de crianças a frequentar a instituição aumentou, de 15 para 60 e posteriormente para 146.
     
  • 1989 – Foi inaugurado o ATL (Actividades de Tempos Livres), que responde hoje, diariamente a 80 crianças.
     
  • 1990 – foi inaugurado o Centro de Dia para Idosos, assim como o serviço de Apoio Domiciliário, que funcionam actualmente na Residência Comunitária Casa de Giestais.
     
  • 1991 - atendendo a que o espaço teatral de que dispunham já não se adequar, quer à actividade teatral desenvolvida, quer a um público cada vez maior e mais exigente, iniciam as obras para a construção de novas instalações.
     
  • Refira-se que apesar de o espaço teatral que possuíam "não passar de um velho barracão" (como, aliás, "alguns" lhe preferiram chamar), passaram por lá inúmeras Companhias de Teatro com as suas produções, nomeadamente: “Casa de Comédia”, “A Barraca”, “Grupo de Campolide”, “TEAR”, “Seiva Trupe”, “TEP”, “TEUC” e “Teatro em Movimento”. Foi, ainda, nesse espaço que o Teatro Construção” preparou os seus espectáculos, fez as suas estreias e actuações e organizou anualmente os Festivais e Cursos de Teatro.
     
  • 1994 - abertura da Emergência Infantil “O Berço”, destinada a crianças em situação de risco, à data estrutura única no distrito de Braga, tendo em conta as suas características particulares.
     
  • 1995 - é criado o Centro de Actividades Ocupacionais (C.A.O.), destinado a jovens e adultos portadores de deficiência.
     
  • 1996 – são inauguradas as novas instalações – Centro Cultural - O Teatro Construção passa, então, a contar com um espaço teatral maior, melhor dimensionado e devidamente equipado. A partir deste data, a ATC passou a contar com um auditório para 204 pessoas, seis salas polivalentes, um ginásio, um café-bar, actualmente funcionando como café-net e um Pólo da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão ligado à Rede nacional de Leitura Pública. Com a melhoria das condições físicas, tornou-se possível intensificar, ainda mais, o desenvolvimento de novas iniciativas culturais, tais como exposições, debates, cinema e mesmo mantendo o teatro amador, foi possível a criação de uma companhia de teatro profissional, designada Novo Teatro Construção.
     
  • 1999 - Surge o Centro Educacional, hoje A.T.L. Juvenil, destinado a jovens que frequentam o 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico e o Ensino Secundário, ocupando os seus tempos livres na realização de actividades lúdico-pedagógicas e de apoio ao estudo.
     
  • 1999-2000 - desenvolveu um projecto de formação profissional destinado a utentes do Rendimento Mínimo Garantido ( RMG) e Desempregados de Longa Duração (DLD) no âmbito da Medida 2 do Sub-Programa Integrar.
     
  • 2000 - é inaugurada Residência Comunitária Casa de Giestais. Esta nova estrutura dirige-se à criação de uma Residência Comunitária para 25 Idosos e à criação de um Lar de Jovens, de um Centro de Acolhimento Temporário de uma Emergência Infantil, permitindo, em simultâneo, novas condições de conforto e bem-estar às crianças integrada na Emergência Infantil "O Berço", pois esta é a sua nova casa.


Assim, pode-se dizer que se foi o gosto pelo teatro que esteve na origem da criação da Associação Teatro Construção, com o decorrer do tempo aquela estrutura acabaria por dinamizar outras actividades de cariz social. Daí que, por forma a flexibilizar a sua estrutura organizacional, tenha vindo a demarcar com um maior rigor as suas diferentes áreas de actuação, principalmente no que diz respeito ao Teatro: Grupo Amador de Teatro para Adultos e Grupo Profissional de Teatro para a Infância.


A criação de diferentes áreas de actuação, delimitadas entre si, embora não estanques, não é mais do que uma forma de garantir a aposta que foi feita, praticamente desde o início, na profissionalização, na qualidade e gestão da produção teatral para a infância e das respostas sociais. Com efeito, no teatro para a infância, a Associação Teatro Construção possui já uma experiência de relevo e desde 1976, ano em que foi estreada a primeira peça, até ao presente, foram encenadas as seguintes peças:

  • “Gota de Mel”, de Léon Chancerel;
  • “História de Uma Boneca Abandonada”, de Alfonso Sastre;
  • “O Palhaço Perdido”, de Áureo Ângelo
  • “A Carochinha Vaidosa”, de José Vaz
  • “A Carraça Man-Ki-Tó na Ilha dos Sonhos”, de José Vaz;
  • “As Aventuras de Li-Pó-Pó”, de José Vaz;
  • “Os Dois Ladrões”, de Manuel António Pina;
  • “Na Feira dos Malandrecos”, de José Vaz;
  • “O Caçador Pum-Pum”, de David Barreiro
  • “Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles”, de Sérgio Godinho;
  • “Um Boneco Metido em trabalhos”, de Manuel António Pina;
  • “De Águia a Zebra”, de José Carlos de Vasconcelos;
  • “Nove vezes Nove Oitenta e…”, de Mário Martins;
  • “O Adivinhão”, de Viale Moutinho;
  • “O Livro Perdido”, de Áureo Ângelo;
  • “Partir às Descobertas”, Áureo Ângelo
  • “Pico, Pico Serobico”, de J. C. Pereira;
  • “Dom Beltrão”, de Áureo Ângelo;
  • “Tudo Limpinho”, Aureo Ângelo
  • “Zé do Telhado” – Robin Hood D’Aqui”, de Hélder Costa;
  • “O Mandarim Fi-Xú”, de José Vaz;
  • “Lengalengas vão ao Mar”, sobre textos de A. Garrett, B. Santareno e lendas populares
  • “Lixo Total” de Les Ellison
  • “Auto da Índia” de Gil Vicente
  • “O Principezinho” de Antoine Saint Exupéry
  • “Sopinhas de Mel” (reposição) de Teresa Rita Lopes
  • “Eu Poluo, Tu Limpas, Vós Poluís, Nós Limpamos” de Custódio Oliveira
  • “Duas, Quatro, Oito Rodas” de Custódio Oliveira
  • “D. Quixote e o gordo Sancho Pança” M. Cervantes
  • "Auto dos Físicos" Gil Vicente
  • "Viva a Bola"

 


Breve História dos Festivais de Teatro

 

Ao longo de 18 anos a Associação Teatro Construção tem promovido o Festival de Teatro estando a realizar, este ano, o XIX Festival.

Desde 1978, tivemos a oportunidade de apresentar na Vila de Joane, em Ceide S. Miguel e na Cidade de Vila Nova de Famalicão, as melhores Companhias de Teatro Português. Nas XVIII edições anteriores a ATC dedicou os consecutivos Festivais a um autor, escritor ou poeta português – Camilo Castelo Branco, José Régio. Nas últimas edições, a par desta particularidade, o Festival foi dedicado a uma actividade económica representativa da região do Vale do Ave – “Teatro com Chouriço”, “Teatro com Pão de Ló” e “Teatro Com Vinho Verde”.

Assim, os apreciadores de teatro tiveram a oportunidade de assistir ao longo dos 18 Festivais a espectáculos das seguintes Companhias, citando apenas algumas:

  • A Barraca
  • A Caixa de Pandora
  • Capoeira
  • Casa da Comédia
  • CENA
  • G.I.C.
  • O Bando
  • Plebeus Avintenses
  • Seiva Trupe
  • TEAR
  • Teatro de Ensaio Transmontano
  • Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra
  • Teatro em Movimento
  • Teatro Experimental de Cascais
  • Teatro Experimental de Mortágua
  • Teatro Experimental do Porto
  • Teatro Popular de Espinho
  • Veto – Teatro Oficina
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